É comum ouvir adultos a julgar a "vida fácil" das crianças. O que estas pessoas parecem esquecer é que a infância não era assim tão fácil. É só lembrarem-se dos pesadelos causados pelos primeiros dias na nova escola, ou do medo dos colegas mais velhos, do medo de fazer alguma estupidez na frente de toda a gente, ou da vergonha de alguém reparar na roupa que a mãe escolheu. E, quem é que nunca passou por isso?
Ponte para Terabítia (Bridge to Terabithia, 2007) chega para nos lembrar dessas dificuldades, fazendo um filme sobre e para as crianças. A história passa-se numa zona rural no interior dos Estados Unidos. Jess é o único filho no meio de outras quatro irmãs, duas mais velhas e duas mais novas. É ele quem assume as responsabilidades dos trabalhos pesados e manuais quando o seu pai não está em casa - a maior parte das vezes. As suas únicas diversões são desenhar no seu caderno e treinar para se tornar o mais rápido da escola.
No primeiro dia de aulas a uma corrida, e era a sua oportunidade de se vingar daquele rapaz que não pára de atormentá-lo. Vento no rosto. Concorrentes comendo poeira. Enfim a glória? Não! A rapariga nova que se acabou de mudar - sim, uma míuda - vem por fora e vence todo o seu esforço tinha ido pelo cano abaixo com um maldito sorriso no rosto ela passa por ele como se estivesse a flutuar. Vencido por uma míuda! Qual o rapaz que não se sentiria humilhado? Mas Leslie a rapariga nova não fez por mal. Ela só se estava tentar afeiçoar á escola e a tentar arranjar novos amigos.
Agora vê o filme ou lê o livro!
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